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NADA COMBINA COM DROGA - NEM A VIDA

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

CONTINUAÇÃO: LAGOA DA MORTANDADE

CONTINUAÇÃO:
No dia 22 de março de 1923,Honório Lemes e seu grupo inicia sua marcha em Pio Pando, no Mato Seco em uma estância em Terras Alegretenses  com objetivo de acertar umas contas com o Flores da  Cunha (TELLES  2012, p. 72) . Foram percorridosos mais distintos locais. Passaram pelas terras de Uruguaiana, São Gabriel, Livramento, Dom Pedrito, entre outros lugares e no mês de setembro, dia 23, Honório e seus comandados seguem rumo às missões ,que em 3 de outubro  a coluna se aproxima de São Franco de Assis.Já no dia 13 do mesmo mês estavam em São Luiz Gonzaga e dali saiam rumo a Santo Ângelo para um encontro com o Marechal Setembrino de Carvalho para as primeiras negociações de paz , o que não chegou a acontecer pois o encontro foi  interrompido com a batalha que ficou conhecida como"COMBATE  DO CARAJAZINHO" no dia 17 de outubro de  1923 (TELLES, 2012, p .141).  Flores da Cunha soube que o Marechal Setembrino, Ministro da Guerra havia marcado um encontro com Honório Lemes para uma conferência em Santo Ângelo para tratar sobre a paz da Revolta Libertadora em 1923. Foi aí que Flores decidiu ir até o local marcado para a entrevista ministerial, pois estava "disposto a evitar ou interromper" o encontro (CUNHA, Discursos, 1999, p. 210). Para interceptar o caminho de Honório Lemes, Flores dirigiu-se em direção a São Luiz Gonzaga e São Miguel. Pouco adiante pararam para carnear e dar descanso aos homens e animais. "As reses abatidas deram carne magra e engelhada: quase não se prestava para assar" (CUNHA: discursos. 1999, p. 219). Após chamuscada apressada na carne, Flores e seus homens descansaram, deu um banho no seu cavalo e escolheu algumas metralhadoras leves e resolveu que as duas horas da tarde recomeçaria a marcha  em perseguição a Honório Lemes.  Flores da Cunha troteou por muitas léguas sem ter notícias de seus vanguardeiros. Pela tarde encontrou-os apeados comendo laranjas na propriedade da família Kruel. Estes eram comandados pelo capitão Antoninho Pacheco de Campos. Foi ali que Flores perguntou do inimigo e ele respondeu que estavam dali a menos de 1000 metros. Flores da Cunha também "aceitou  umas laranjas, oferecidas pelas  senhoras daquela estância" (CUNHA: Discursos, 1999, p. 220). Em seguida ordenou o ataque e dirigiu-se para frente. 
Era 17 de outubro de 1923. Honório Lemesjá sabia da presença de Flores da Cunha e estava acampado ali perto carneando algumas reses para o café da manhã. "Foi feito fogo para atrair Flores e se retiraram, ficando de tocaia. E Flores mordeu a isca..." (TELLES, 2012, p. 141). É quando Honório dá a ordem de atacar. CUNHA no livro diz o seguinte: "Estando toda a nossa gente apeada, mandei montar e preparar-se para a carga. Não pude, entretanto, desferi-la porque o inimigo já trazia a sua e levou-me por diante. Houve um momento de pânico e de debandada" (Discursos. 1999, p. 220). Telles, em seu livro escreve: "alguns conseguiram chegar até os cavalos e montar fugando. O próprio Flores quase foi alcançado por Democratino da Silveira e Mallet dos Santos..." (2012, p. 141). Este encontro aconteceu próximo a Lagoa da Mortandade. Flores da Cunha conseguiu reunir seus companheiros e voltou para proteger o Major Laurindo Ramos. Se fizeram fortes e puderam conter o  inimigo. Os revolucionários viram-se obrigados a se retirar. O combate entre chimangos e maragatos foi inusitado e de intensidade. "As descargas cerradas sucediam-se ininterruptamente e por longo espaço de tempo". (CUNHA: Discursos, 1999, p. 220). Esse combate "ficou conhecido popularmente por Combate do Carajazinho". Aconteceram várias mortes e muitos feridos tanto dos governistas quanto dos revolucionários.

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