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terça-feira, 13 de maio de 2008

CASA GRANDE E SENZALA



"CASA GRANDE E SENZALA"


"Casa Grande e Senzala" de 1933, o clássico de Gilberto Freyre, é leitura fundamental para explicar o comportamento sexual do brasileiro do tempo da Colônia e do Império. "Nenhuma casa grande do tempo da escravidão quis para si a glória de conservar filhos maricas ou donzelões. O que a negra da senzala fez foi facilitar a depravação com sua docilidade de escrava: abrindo as pernas ao primeiro desejo do senhor - moço. Desejo não, ordem". Gilberto Freire (1900-1987) conta que, nos mercados, os compradores examinavam a mercadoria (normalmente nua), para ver a dentição,o estado dos pulmões, o tamanho dos órgãos sexuais e a rigidez dos seios das negras. As mulheres brancas, para sublimar o abandono que sofriam dos maridos, costumavam exagerar na dose quando puniam escravos, de preferência as de sexo feminino. Algumas iaiás mandavam cortar mamilos das adolescentes, outras destruíam os dentes perfeitos da raça negra com o salto de suas botinas de couro legítimo, algumas tinham amantes negros. Relações homoeróticas também eram comuns. Sadismo e masoquismo exercidos pelos donos dos cativos, dissimulação, rivalidade e licenciosidade nas relações familiares, crueldade, e exclusão social foram o resultado final dos três séculos e meio de escravidão africana no Brasil.


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