Montagens gif para o Myspace
domingo, 30 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
EU, MENINO E ELE


Eu, Menino... e ELEEu, menino, sentado na calçada sob um sol escaldante, observava a movimentação da multidão em volta e tentava compreender o que ocorria.
– Que é o Natal – indagava-me, em silêncio.
Eu, menino, ouvira falar que aquele era o dia em que o Papai Noel, no seu trenó puxado por renas, cruzava os céus distribuindo brinquedos a todas as crianças.
– E por que então eu, que passo a madrugada ao relento, nunca vi o trenó voador – perguntava-me.
– Onde estão os meus presentes?
E eu, menino, concluía que não deveria ser isso o Natal. Talvez fosse um dia especial, em que as pessoas abraçassem seus familiares e fossem mais cordiais umas com as outras. Talvez fosse o dia da fraternidade e do perdão.
– Mas então por que eu, sentado no meio-fio, não recebo sequer um sorriso – inquiria-me, perplexo.
– E por que trabalha a polícia no Natal?
E eu, menino, entendia que não devia ser assim...Imaginava que talvez o Natal fosse um dia mágico em que as pessoas enchiam as igrejas em busca de Deus.
– Por que, então, não saem de lá melhores do que entraram – debatia-me, na ânsia de compreender aquela ocasião enigmática.Via risos, mas eram gargalhadas que escondiam tanta tristeza e ódio, tanta amargura e sofrimento...
E eu, menino, mergulhado em tão profundas reflexões, vi aproximar-se um homem. Era um belo homem. Não era gordo nem magro, tão alto quanto baixo, nem branco, nem preto, nem pardo, amarelo ou vermelho. Era apenas um homem com olhos cor de ternura e um sorriso em forma de carinho que, numa voz com tom de afago, saudou-me:
– Olá, menino!
– Oi... – respondi, tímido. E, num quase êxtase de admiração, vi-o acomodar-se a meu lado, na calçada, sob o sol escaldante. Eu, menino, na naturalidade de menino, aceitei-o como amigo num olhar. E atirei-lhe a pergunta que me inquietava e entristecia:
– Que é o Natal? ELE, sorrindo ainda mais, respondeu-me, sereno:– Meu aniversário.
– Como assim – indaguei-lhe, percebendo que estava só.
– Por que não estás em casa? Onde estão os teus?
– Essa – falou-me, apontando a multidão que vagava – é a minha família.
Eu, menino, não compreendi.– Também tu fazes parte da minha família... – acrescentou, aumentando a confusão.
– Não te conheço! – rebati.
– É por que nunca te falaram de mim. Mas eu te conheço. E te amo...
Estremeciam-me de emoção aquelas palavras, na minha fragilidade de menino.– Deves estar triste – comentei.
– Estás só no dia do próprio aniversário...
– Neste momento, estou contigo – respondeu-me, meneando a cabeça negativamente.
E conversamos. Uma conversa de poucas palavras, muito silêncio, muitos olhares e um inefável transbordar de sentimentos, naquela prece que fazia arder o coração e a própria alma.
O sol entregou o céu às estrelas. E conversamos. Eu, menino, e ELE.
E ELE me falava, e eu o amava. E eu o absorvia. E eu o sentia.
Eu, menino: cordas. ELE: artista. E se fez melodia entre nós!... E eu, menino, sorri...
Quando a noite cedeu vez à madrugada, enquanto piscavam as luzes que adornavam as residências, ELE se ergueu e pressenti que era a despedida. Suspirava, de alma renovada. Abracei-o pela cintura, dizendo:
– Toma o meu presente... Feliz aniversário!
Ergueu-me no ar, com seus braços fortes-fracos, tão fortes quanto a paz, e disse-me:
– Presenteia-me compartilhando este abraço com a minha família, que também é tua...
Ama-os com respeito.
Respeita-os com ternura.
Sê terno com carinho.
Acaricia-os com justeza.
Julga-os com amor...
E tem um feliz Natal!
Porque não quisesse vê-lo ir-se embora, saí correndo em disparada pela rua. Abandonei-o, levando-o para sempre no mais íntimo do coração. Fui em busca de braços que aceitassem os meus...
E eu, menino, nunca mais o vi.
Somente quando deixei de ser menino ouvi novamente falarem daquele amigo da noite de Natal: JESUS.
E eu, menino, sorri...
(desconheço o autor)
Recebi por email de ELSON MTA
Site: www.elsonmta.com.br
sábado, 22 de novembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
ALERTA PARA USO SIMULTÂNEO DE REMÉDIOS..



Pesquisa desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB) apontou que o uso de antidepressivos agrava os casos de Mal de Alzheimer. Por outro lado, os remédios para controlar a perda de memória podem ter reflexos negativos em pacientes com depressão. “É preciso avaliar qual dos dois quadros está pior, para atuar apenas em uma frente”, afirma a farmacologista autora do trabalho, Patrícia Medeiros, acrescentando que as mudanças na prescrição têm resultados promissores.
Os medicamentos para combater esses males provocam efeitos indesejáveis. No caso da perda de memória, é comum que os remédios causem náuseas e vômitos, entre pessoas com Alzheimer. Já a ocorrência de prisão de ventre, aceleração dos batimentos cardíacos, insônia e retenção de urina são comuns em tratamentos de depressão. Como esses problemas são recorrentes entre os idosos, a autora comenta que a situação se agrava com o consumo simultâneo de remédios prescritos para essas doenças. Para verificar os perigos do uso conjunto de medicamentos em cada caso, a especialista recomenda a intervenção e o acompanhamento de um farmacólogo.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
DIABETES E A COR AZUL..



DIA DO DIABETES Desde 1991, o dia 14 de novembro é dedicado ao Diabetes.
Esta data foi escolhida pela Federação Internacional de Diabetes (FID) para render homenagens a sir Frederick Banting, médico canadense nascido no dia 14 de novembro de 1891, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta da insulina, juntamente com Charles Best, à época, jovem estudante de 22 anos. O Dia Mundial do Diabetes teve por tema, este ano, as crianças e os adolescentes diabéticos e mereceu destaque especial das Organização das Nações Unidas que reconheceu as proporções epidêmicas da doença. Segundo a FID, no mundo existem cerca de 246 milhões de diabéticos e, a cada cinco segundos, surge um novo caso- atualmente, mais de 200 crianças desenvolvem diabetes diariamente.
No Brasil, calcula-se um novo caso a cada dois minutos e dezoito segundos. Esses números são extremamente preocupantes, pois reforça a idéia de que uma epidemia mundial de diabetes e obesidade está em andamento. Em termos comparativos, em 1995 havia 135 milhões de pessoas com diabetes no mundo e as projeções são de que, em 2025, esse número ultrapasse os 340 milhões. Antes da descoberta da insulina, a expectativa de vida da criança ou adolescente diabético era de poucos à algumas semanas; com a introdução deste hormônio, a historia natural da doença mudou drasticamente. Hoje em dia, o diabético pode ter uma expectativa de vida semelhante à população não diabética. Mas, alguns fatores como sedentarismo e hábitos nutricionais desfavoráveis aumentam tanto a obesidade como o diabetes do tipo 2 (ligado a obesidade e que pode ser controlado com reorientação alimentar e comprimidos antidiabéticos) em qualquer idade, e de forma preocupante, entre adolescentes. Avalia-se que menores de idade portadores de diabetes tipo 2 possuem um sistema cardiovascular equivalente ao de um adulto masculino de 41 a 59 anos de idade, portanto, mais sujeitos a aterosclerose e a todos os malefícios que dela derivam. Por isso, todos os esforços devem ser endereçados para o combater tanto a Obesidade como o Diabetes.
DIA DA COR AZUL (1)
No dia 14 ultimo, em homenagem ao Dia Mundial do Diabetes, tivemos a iluminação de grandes monumentos com a cor azul. Dentre os principais, citamos o Edifício Empire State, Torre Sears, Lago de Genebra, Obelisco de Buenos Aires, Torre Tókio, Cataratas de Niagara; no Brasil, Cristo Redentor, Faculdade de Medicina da USP, Elevador Lacerda e, aqui em João Pessoa, o Hospital da UNIMED e a Torre de Televisão Cabo Branco.
DIA DA COR AZUL (2)
Alem da iluminação com a cor azul, programações extensas ao redor do mundo foram feitas no sentido de chamar a atenção para este dia que teve como principal objetivo a luta para que nenhuma criança fique sem tratamento ou morra por causa do diabetes. É importante lembrar que o motivo crescente da obesidade e do diabetes está relacionado com a ampla oferta de alimentos e ao alto conteúdo de calorias que o organismo recebe.
De João Modesto Filho
Site: www.unimedjp.com.br
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
MOVIMENTO PRÓ VIDA - CONTRA ABORTO

Repasse esta mensagem à sua família, seus amigos, enfim, a todas as pessoas .
“Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).
Brasília, 24 de outubro de 2008.
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB
Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina e
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família
TEXTO DO SITE: http://cenaculodemaria.ning.com/
PRA QUE SERVE UM AMIGO



sexta-feira, 31 de outubro de 2008
ESPOSA MUITO ESPERTA
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O marido chega em casa as 18:00h e diz a mulher que teria uma reunião às 22:00hs, mas que ele não iria pois considerava isto um absurdo. Mas a mulher, preocupada com o marido, o convence que o trabalho é importante.O maridão esperto então vai tomar um banho para se preparar e pensa:'Foi mais fácil do que eu pensava!'
Como toda mulher, quando o homem entra no banho ela revista o bolso do seu paletó e encontra um bilhete onde estava escrito:
Quando o marido sai do banho encontra sua mulher com uma camisolinha transparente, sem calcinha, toda fogosa deitada de bruços. O marido, ao ver aquela bundinha sob a transparência não resiste e cai matando. A mulher lhe dá um trato completo e ele, exausto, vira pro lado e adormece.
Quando vai chegando a hora, a mulher acorda o marido, que não quer mais ir a reunião, mas novamente ela o convence da importância do trabalho.Ao chegar na casa da amante, o cara está arrasado.Cansado diz a ela que hoje trabalhou muito e que só iria tomar um banho e descansar um pouco.Como toda mulher, ao entrar no banho ela revista o bolso de seu paletó, e encontra um bilhete onde estava escrito:
(Luis Fernando Verissimo)
sábado, 25 de outubro de 2008
PAPAI NOEL DE AMOR...


quarta-feira, 22 de outubro de 2008
POR UMA CULTURA DA PAZ



POR UMA CULTURA DA PAZ[1]
Vera Maria Candau[2]
Não é fácil situar-nos diante da questão da paz na atual situação do mundo e do nosso país. Corremos o risco ou de negar a realidade ou de não reconhecer o sentido profundamente antropológico e político-social do anseio de paz presente nos indivíduos e nos grupos sociais.
Numa contraposição clássica, paz se opõe a guerra. Depois da Segunda Guerra Mundial até praticamente o final da década de oitenta, o mundo viveu sob a tensão da chamada Guerra Fria. Expressão certamente curiosa que tentava distinguir situações onde a guerra passava por operações bélicas, cada vez mais sofisticadas, daquelas em que as “armas” em “frias”, se situavam no plano ideológico, científico e cultural. Certamente neste período não faltaram também as guerras “quentes” que ceifaram muitas vidas... No entanto, com a queda do Muro de Berlim, com a derrota do socialismo real, a afirmação da hegemonia absoluta do capitalismo como sistema econômico em sua fase neoliberal, da democracia formal e da perspectiva do “fim da história”, tudo parecia resolvido em sua dinâmica fundamental e a verdadeira paz seria alcançada. Era somente uma questão de tempo. O caminho estava traçado.
A década dos 90 veio desmanchar este sonho. As guerras “quentes” não desapareceram. Multiplicaram-se. Com uma característica especial: a maioria se desenvolve principalmente no interior dos países, entre grupos sociais, culturais, religiosos, étnicos, etc. As formas de violência se multiplicaram. Além disso, hoje podemos falar também das “guerras surdas” da fome, da exclusão, da pobreza, do narcotráfico, da intolerância racial, da marginalização e do preconceito. Estas guerras não matam menos nem criam melhores condições para se construir a paz. Os tratados negociados entre governos, por mais frágeis que muitas vezes são, significam um passo importante para buscar solução, construir a paz, nas guerras convencionais. No entanto, a “guerra surda”, é um fenômeno diluído na sociedade, que penetra os diferentes espaços sociais. Afeta comportamentos pessoais e coletivos, mentes, corpos e corações. Necessita outros processos de negociação e outras categorias para ser enfrentada. É neste contexto que a educação tem de se perguntar qual é o seu papel e como pode colaborar para a construção de uma cultura da paz.
A PAZ NÃO EXCLUI O CONFLITO
É freqüente a afirmação de que paz é ausência de conflito. Se nos colocamos nesta perspectiva, idealizamos a paz, pois o conflito é inerente a vida humana. Não há crescimento pessoal sem que passemos por momentos de crise e conflito. Também no plano social, o conflito é parte da dinâmica de relações e confronto de interesses. Numa sociedade pluralista, o reconhecimento da diferença, em suas diversas configurações passa por processos de confronto social, sem os quais é impossível que o reconhecimento e a conquista de direitos se dê.
Para Federico Mayor (1999:2) , atual presidente da UNESCO, não pode haver paz sustentável, sem desenvolvimento sustentável. Não pode haver desenvolvimento sem educação ao longo da vida. Não pode haver desenvolvimento sem democracia, sem uma distribuição mais eqüitativa dos recursos, sem a eliminação das disparidades que separam os países avançados daqueles menos desenvolvidos.
Nesta perspectiva a construção da paz exige uma postura ativa. Não pode ser reduzida a uma cidadania passiva, se é possível chamá-la de cidadania, que se limite aos aspectos formais dos ritos democráticos. Construir a paz supõe ação, respeito pelos direitos humanos, luta não violenta contra tudo que desconhece a dignidade humana, afirmação do estado de direito, articulação entre políticas de igualdade e de identidade, entre igualdade social e diferença cultural.
EDUCAR PARA A PAZ
É neste horizonte de preocupações que nos queremos situar para procurar identificar algumas notas características de uma educação para uma cultura da paz.
Não se pode falar de educar para a paz se, em primeiro lugar, não se favorecer a análise da realidade. Abrir os olhos, ser capaz de reconhecer as contradições do mundo em que vivemos, é fundamental. Uma educação para a paz não pode ser um processo que leva, de alguma forma, a velar a realidade, a calar as diferentes vozes, particularmente as dos excluídos, a não enfrentar a desigualdade e a exclusão crescentes na nossa sociedade. O primeiro passo para uma educação para a paz é andar com os olhos abertos, não se negar a enfrentar a realidade por mais dura e desconcertante que seja e não querer “ proteger” as crianças e adolescentes da dimensão dura da vida. No entanto, não basta ser capaz de ver, analisar, conhecer, é necessário também se situar diante desta realidade, compreender os mecanismos que perpetuam a exclusão e as desigualdades e produzem violência., assim como os esforços de tantas pessoas, grupos, organizações para criar uma realidade diferente.
A paz não pode ser construída como um elemento isolado. É indissociável da justiça e da solidariedade. Paz, justiça e solidariedade constituem um conjunto e não se pode separar qualquer destes elementos dos demais. Querer a paz exige favorecer a justiça e construir solidariedade. A paz é um produto que se constrói com estes diferentes componentes. Não é somente uma meta a ser alcançada. É também um processo, um caminho. Neste sentido, é importante radicalizar a capacidade de diálogo e de negociação. Não construiremos a paz se não nos desarmarmos das nossas armas materiais, mas também se não desamarmos nossos espíritos, nossos sentimentos, tudo o que há em nós de negação do outro, de não reconhecimento, de prepotência, de exclusão dos “diferentes”. Para educar para a paz é fundamental desenvolver a capacidade de diálogo e de negociação sem limites. Sempre é possível conversar, expressar a sua palavra, resgatar o melhor de nossas experiências, ressituar as questões, construir plataformas de negociação no plano interpessoal, grupal e social. Trata-se de trabalhar muito a capacidade de escuta do outro, de deixar-se afetar, de repensar as próprias convicções, idéias, sentimentos, de desenvolver a capacidade de negociação, básica para construir com outros, conjuntamente. Em sociedades e culturas autoritárias como a nossa esta é uma dimensão fundamental.
A cultura da violência está cada vez mais presente nos diferentes ambientes sociais, da família ao Estado. A escola não está imune a esta dinâmica. A solução para esta problemática é, em geral, buscada acentuando-se as políticas de segurança. As situações passam a ser exclusivamente uma questão de segurança, de responsabilidade da polícia. Mais polícia nas ruas e nas escolas, mais repressão e punição, mais controle. É reforçada a lógica da contraposição de forças, o que é antagônico a uma cultura de paz. Uma educação para a paz procura desenvolver uma cultura dos direitos humanos, que passa pelo reconhecimento da dignidade de cada pessoa, pelo resgate da memória histórica, por nomear os mecanismos que favorecem em cada um de nós e no corpo social as reações violentas, pela expressão de sonhos partilhados, pela construção de um horizonte comum de vida e de sociedade que assuma a diferença positivamente.
No seminário promovido em novembro de 1999 pelo Instituto Interamericano de Direitos Humanos (IIDH) da Costa Rica, sobre a Educação em Direitos Humanos na década de 90 no continente latino-americano, se afirmou que hoje era importante reforçar três dimensões da educação em Direitos Humanos. A primeira diz respeito à formação de sujeitos de direito. A maior parte dos cidadãos latino-americanos temos pouca consciência de que somos sujeitos de direito. Outro elemento fundamental na educação de Direitos Humanos é favorecer o processo de "empoderamento" (“empowermwnt”) principalmente orientado aos atores sociais que historicamente tiveram menos poder na sociedade, ou seja menos capacidade de influir nas decisões e nos processos coletivos. O "empoderamento" começa por liberar a possibilidade, o poder, a potência que cada pessoa tem para que ela possa ser sujeito de sua vida e ator social. O "empoderamento" tem também uma dimensão coletiva, trabalha com grupos sociais minoritários, discriminados, marginalizados, etc, favorecendo sua organização e participação ativa na sociedade civil. O terceiro elemento diz respeito aos processos de mudança, de transformação necessários para a construção de sociedades verdadeiramente democráticas e humanas. Um dos componentes fundamentais destes processos se relaciona a "educar para o nunca mais", para resgatar a memória histórica, romper com a cultura do silêncio e da impunidade que ainda está muito presente em nossos países. Somente assim é possível construir a identidade de um povo, na pluralidade de suas etnias, e culturas. Estes componentes, formar sujeitos de direito, favorecer processos de empoderamento e educar para o “nunca mais”, constituem hoje o horizonte de sentido da educação em Direitos Humanos.
Uma quarta característica da educação para a paz é o reconhecimento da pluralidade. Não querer uniformizar, não querer que todos pensem da mesma maneira, nem atuem do mesmo modo. Supõe manejar a pluralidade e a diferença. Romper com o etnocentrismo, não hierarquizar os “outros”, pessoas, grupos sociais ou culturas, como inferiores ou superiores a mim, ao meu grupo ou cultura. Procura reconhecer a contribuição de cada um a partir da diferença. Uma educação para a paz supõe uma educação para o reconhecimento da pluralidade e da diferença, exige uma educação intercultural, que promova o diálogo entre diferentes grupos e culturas.
A paz é uma aspiração humana profunda. Todos queremos a paz. Conosco mesmo e com os demais. A paz social e a paz na dimensão planetária. Aspiramos a um amadurecimento humano pleno que não esteja bloqueado pelo medo, a insegurança, a falta de confiança nos demais, por sentir-se excluído, pela falta de auto-estima e pelas diferentes formas de violência. A educação para a paz supõe liberar o dinamismo profundo de crescimento de cada pessoa e de cada grupo humano, indispensável para se assumir a vida como uma aventura positiva, para enfrentar riscos e empenhar-se em construir com outros novas possibilidades de futuro. A sociedade nova que sonhamos exige atores sociais comprometidos, processos coerentes com o que se pretende alcançar, que enfatizem métodos pacíficos e não violentos – a paz é processo e produto.
A paz é um modo de viver o humano, de enfrentar os problemas e conflitos, de promover uma maneira não violenta de lutar pelos direitos humanos, capaz de reconhecer o outro e de realizar ações e processos coletivos. A paz é responsabilidade de todos. Governo e sociedade civil. Homens e mulheres. Crianças, adultos e idosos. Afrodescendentes, indígenas, brancos, mestiços, etc. Todos temos que expressar nossa voz. Somente na sinfonia de diferentes vozes podemos construir a paz.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
UNESCO: Mobilização Global para uma Cultura de Paz e não-violência. 1999 (home page: http://www.unesco.org/cpp
[1] Texto publicado na revista Nuevamerica / Novamerica, Rio de Janeiro, n. 86 , 2000
[2] PUC –Rio/Novamerica
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
sábado, 18 de outubro de 2008
OPINIÃO DE UM HOMEM SOBRE O CORPO FEMININO!



Opinião de um homem sobre o corpo feminino!
Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção. Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas. As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... . Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo.
As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.
Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras. A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor. As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas.. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eureitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.
Entendam de uma vez!
Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda. As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado.
O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos. Cuidem-no!
Cuidem-se!
Amem-se! A beleza é tudo isto.
Paulo Coelho
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
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